terça-feira, 12 de abril de 2016

SEGUINDO O MESTRE





“No dia imediato, resolveu Jesus partir para a Galileia e encontrou a Filipe, a quem disse: Segue-me.” João 1.43.

            O chamado de Jesus a Filipe, Pedro, João, Tiago, Paulo e tantos outros discípulos, assim como a cada um de nós, implica em uma série de desdobramentos e reflexões. O chamado de Jesus para nós está envolto, em inúmeros benefícios e responsabilidades, isto é, em receber e também em ofertar. O convite para segui-Lo provoca direitos e deveres.
            Inicialmente quando observamos o convite feito por Cristo podemos verificar que é direcionado a todas as pessoas sem distinção. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Todavia, nem todas as pessoas estão dispostas a receber com alegria ao apelo do Mestre ou a prontamente atende-Lo, colocando de lado seus próprios interesses para obedecer-Lhe. Pois condescender ao chamamento é um ato livre da vontade. Que devido os nossos delitos e pecados somos aprisionados e impedidos de responder positivamente ao gracioso, bondoso e amoroso apelo do Deus Eterno.
            Aqueles que confirmam afirmativamente a Cristo, não podem, nem devem se vangloriar, pois não é fruto de sua própria sabedoria, desejo ou vontade, pois estão mortos, e os mortos não executam absolutamente nada. Assim, para desejar aquilo que é bom, verdadeiro e espiritual, só ocorre quando primeiramente são vivificados. É necessário primeiro voltar à vida, pois só os vivos agem, se movem, estão em atividade. Destarte há uma intervenção divina, trazendo de volta vida. É como assevera a Escritura: O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz subir” (1Sm 2.6); “O Espírito de Deus me fez, e o sopro do Todo Poderoso me dá vida (Jó 33.4); “Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos (Mt 22.32b).
            Logo, quando aceitamos ao convite de Cristo é porque, na verdade, Ele nos aceitou primeiro “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros...” (Jo 15.16ª); “Nós amamos porque ele nos amor primeiro (1Jo 4.19). A nossa escolha é o reflexo da escolha divina a nosso respeito. Por isso devemos aquietar nosso coração, pacificar nossa alma, pois a boa obra que o SENHOR iniciou em nós, Ele vai completa-la até o seu final.
            Portanto, o SENHOR que nos chama, também é responsável por nos vivificar, para que possamos respondê-lo afirmativamente. Assim como foi com Natanael, também acontece conosco. “Então, exclamou Natanael: Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!” (Jo 1.49). Que cada um de nós, diante do convite de Jesus, respondamos: “Senhor, eis-me aqui!” (Is 6.8).
            Que Deus a cada momento nos vivifique e nos restaure n’Ele e para Ele. Ao Senhor glória, louvor e exaltação.
Rev. Eugênio Honfi.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

COISAS VELHAS! OU TUDO NOVO!!!





“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” 2 Coríntios 5.17

            Até parece ser um sonho. Trocar as coisas velhas, por novas! “Sério, isso existe!!!” Pensam alguns. Outros, já diriam: “O que estamos esperando, vamos logo!” E ainda aqueles abarrotados de pessimismo, se é verdade, não deve ser bom! Porque se fosse bom não seria dado. Seria vendido e vendido caro.
            O apóstolo Paulo está discorrendo sobre a nossa união espiritual com Cristo. Na qual, fomos escolhidos por Deus, justificados pelo sacrifício de Jesus e santificados pelo Espírito Santo, e que sua conclusão só se dará, na consumação dos séculos, quando seremos glorificados. Através da obra de regeneração operada por Deus e aplicada em nos pelo seu Santo Espírito.
            A ideia de que em Cristo, somos novas criaturas. Paulo está enfatizando a compreensão da nossa união com Cristo, bem como de seus efeitos. Pois, uma vez que Cristo é o último Adão, ou seja, o parâmetro de aferimento para a nova e memorável união do crente com o salvador. Porque é através de Jesus que a humanidade é recriada. É n’Ele que fomos reconduzidos e realinhados a Deus.
            Dentre as bênçãos oriundas da implantação do reino messiânico, temos a união mística com o messias/redentor. Em que Ele se relaciona conosco de igual para igual, como nos conhece, por padecer nossas lutas e conflitos tal qual passamos, bem como, pela assistência que nos oferece em Si mesmo, e por fim, na nossa capacitação, por meio do seu Ser em nós e através de nós, para que realizemos sua vontade.
            Quando do rompimento e abandono das antigas práticas, dos velhos desejos, das querelas anteriores, enfim demonstramos nossa libertação da velha vida. E consequentemente nos voltamos para receber de Deus o novo. Nova vida, novos sonhos, novas realizações, nova comunhão, novos desafios, novas disposições, novos anseios, nova família, novo nome, nova morada, nova natureza.
            Realmente parece um sonho, todavia é a mais pura e consistente verdade. Em Cristo, tudo que estava em desordem, que foi maculado pelos efeitos do pecado, foi restaurado, ou seja, tornado novo. A novidade que não envelhece, não murcha, não se acaba: Que em Cristo tudo foi feito novo.
            Ao Deus Triúno a honra, a glória e o louvor, hoje e sempre, amém.

Rev. Eugênio Honfi Neto

segunda-feira, 4 de abril de 2016

SINCERO, PORÉM ERRADO?





“para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo” Fl 2.15

            Recentemente em uma loja de departamentos, de certo shopping, em uma grande cidade, conversavam duas funcionárias. Era um diálogo, em que uma amiga aconselhava e motivava a outra, para fazer uma tatuagem em seu corpo. A amiga afirmava com toda sinceridade de sua alma, dizendo que: “Deus não liga para o corpo, pois a matéria será entregue a decomposição, Deus quer a nossa alma”.
            No dia seguinte estava passeando com minha cadela, pelas ruas próximas de casa. Vi um homem bem trajado, que saia para sua jornada de trabalho, uma mochila em suas costas, em uma de suas mãos carregava um saco de lixo, se aproximou do tambor e arremessou o saco, que caprichosamente passou por cima do lixeiro, vindo a cair por trás do mesmo. E o homem simplesmente seguiu seu caminho.
            Talvez você esteja se perguntando: E o que eu tenho haver com essas coisas? A resposta é tudo. Se você não consegue enxergar isso, lembre-se da pergunta inicial: Sincero, porém errado? Sim! Isso mesmo!!! Quantas pessoas não emitem juízo equivocado sobre Deus, Seus desígnios, Sua vontade, Sua condução para nossa vida e para o mundo?????
            Muitas pessoas têm apenas uma ideia sobre Deus, entretanto essa ideia, não está alicerçada na revelação escrita, mas na crendice, no achismo, no próprio reflexo daquilo que queremos. Quando isso acontece, Deus é destituído de Seu santo caráter divino e em seu lugar estabelecemos uma deformada e desdenhada caricatura de seu Ser. Quando a jovem afirmou que Deus não está preocupado com o corpo, com a matéria que é má. Ela trouxe a baila uma antiga heresia, denominada gnosticismo, enfrentada pelos apóstolos, em termos rudimentares, já no 1º século d.C., e, nos 2º e 3ºséculos da era cristã, sistematizada e disseminada pelos falsos mestres dentro da Igreja, onde Deus preservou seu rebanho, pela ação e ensino dos Pais da Igreja.
            O gnosticismo, do termo grego, gnosis: conhecimento. Estava baseada na falsa ideia de um conhecimento secreto, que só os iluminados poderiam alcançar. O gnosticismo possui algumas variantes as mais conhecidas são o ascetismo e o libertino, ou seja, enquanto um grupo era altamente exigente a rituais e multilação do corpo, o outro se dispunha exatamente da direção oposta, uma vez que, se entregavam a bacanais e semelhantes, pois a ideia era o corpo é a cadeia da alma, o corpo não presta, nem serve para nada o corpo vai acabar, mas a alma retornará para Deus. Veja que a ideia é a mesma da jovem.
            E o rapaz que errou ao jogar o lixo no tonel. Será que também tem haver conosco? Sim. Pois quantas pessoas até tentam se aproximar de Deus, são sinceras, contudo não fazem o certo, e seguem na caminhada da vida, achando que já realizaram um grande esforço. E Deus tem o dever de favorecê-los. É necessário que lembremo-nos, quem não está certo, vai consequentemente estar errado. Não há meio termo. Quem não está afinado, ajustado, adequado a Deus, vai estar contrário a Ele. Não há meio termo, não há media, não há ponderações.
            Jesus afirmou, quem comigo não ajunta, espalha. Ajuntar significa: se submeter a vontade pessoal a divina; é sujeitar-se aos desígnios do Criador; é repousar na Sua santa providencia; é contentar-se com alegria, a pesar das aflições, em Deus; é confiar na Sua condução para o mundo e para as nossas vidas. Enfim, e estar em uma sintonia fina, com o Eterno Deus. É preparar-se para a volta de Seu Filho, Jesus Cristo.
            É aqui que mora o perigo, pois muitos podem até ser sinceros, e ainda assim, estarem completamente errados. A colega de trabalho que tinha uma ideia errada de Deus, a pesar de sua sinceridade, para com a sua amiga. O rapaz que se esforçou para jogar o lixo fora, contudo errou, não acertou o alvo, não fez o que era certo. Logo, o que fez não valeu de nada.
Seja Jesus não uma ideia, ou caricatura da divindade, antes seja o que de fato é: Deus, a Segunda pessoa a Santíssima Trindade, o Emanoel, Deus conosco. Que o nosso alvo seja Cristo, e pela sua maravilhosa graça Ele nos conduza a si próprio, para que não erremos o alvo. Descansemos n’Ele e em Sua obra completa e assim poderemos seguir em paz pelo caminho, porque Ele é o nosso caminho, caminho que nos conduz a presença de Deus Pai. Lembre-se: Não basta ser sincero, temos que ser corretos.
            Seja tributada ao Senhor, honra, glória e louvor pelos séculos dos séculos.
Rev. Eugênio Honfi.

ONDE ENCONTRAR A VERDADEIRA SATISFAÇÃO?





“Por que gastais o dinheiro naquilo que não e pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? ... Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá...” Is 55.02-03

            A vida pode ser comparada a uma eterna busca. Toda a humanidade coletivamente, assim como cada pessoa individualmente, está empenhado, engajado, envolvido na peregrinação de encontrar algo, quer seja pessoa, quer seja coisa, que lhe forneça um sentido a vida, uma causa por que lutar, uma razão a sua existência, ou seja, a motivação que encha a alma de satisfação. E consequentemente surge a pergunta: Onde encontrar a verdadeira satisfação?
            Existem aqueles que conjecturam que a satisfação pode ser alcançada através do vil metal. São aqueles que muito mais do que pensar, defendem que o dinheiro é sim, responsável por trazer felicidade. Que a felicidade está alicerçada na aquisição de objetos, no conforto da comodidade, na beleza dos adornos, no aparelhamento dos artefatos, no incremento tecnológico. Ou na obtenção da amizade, do amor, da lealdade, enfim, no poder do dinheiro, que compra as pessoas, pois “cada um tem o seu preço”, pensam. Contudo, mais adiante descobrem, não só, que estavam enganadas, como permanecem largamente vazias.
            Por outro lado, também há aqueles que presumem que a satisfação está atrelada ao trabalho. “Querer, poder e conseguir” e é por meio dessa, já não, tão moderna tríade, que suas vidas são norteadas. Baseados no antigo brocardo romano: “vim, vi e venci”, em língua portuguesa: “vim, vi e venci”. Demonstram que sua confiança está na coragem de seus próprios braços, no entusiasmo de suas próprias forças, na capacidade de suas ideias, na esperteza de suas astúcias. São esses que confiados tão somente em si próprios, se empantufam de seus egos, se abarrotam de si mesmos. Que tem seus olhos voltados apenas para suas vontades.
            Percebe-se que tanto um grupo, quanto o outro, agem como crianças mimadas, arrogantes, presunçosas, plenas de vaidade e malícia. Pois aquilo que possuem ou o são não satisfaz. E mais uma vez ecoa a indagação inicial: Onde encontrar a verdadeira satisfação? Onde encontrar: paz, amor, consolo, conforto, fortalecimento... plena satisfação? Certamente a problemática não é necessariamente o não procurar, até porque essa tem sido constante, persistente e incansável, todavia a mesma tem ocorrido nos lugares, coisas, pessoas erradas. O que resulta em uma terrível, mórbida e agonizante frustração infernal.
            Não devemos ficar atônitos, pois no registo do profeta Isaías, ao que Deus nos diz em Sua Palavra: “Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá.” Devemos prestar a devida a atenção ao que o Deus Eterno fala, todavia muito mais que simplesmente ouvir, deve-se ponderar, refletir, meditar, isto é, precisamos constantemente reavaliar nossa alma, sonhos, anseios, desejos, procedimentos, necessidades, realizações e vida, segundo a revelação normativa de Deus, que é a Sua Santa e Bendita Palavra.
            Porquanto é na Bíblia, que Deus se revela como o Eterno, Bom, Santo, Justo e Misericordioso; Criador e Mantenedor de tudo quanto existe. Se não, vejamos:
“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29.13);
“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mt 11.29);
O SENHOR sustém os que vacilam e apruma todos os prostrados. Em ti esperam os olhos de todos, e tu, a seu tempo, lhes dás o alimento. Abres a mão e satisfazes de benevolência a todo vivente. (145.14-16)
            Seja O Senhor, Aquele que nos conceda a verdadeira e plena satisfação. Honra, Glória e Louvor a Deus.
Rev. Eugênio Honfi.