sábado, 21 de março de 2020

PROTEÇÃO DIVINA




“porquanto eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade;” At 18.10.



            A presença do Senhor no meio de seu povo é uma constante inegociável, assim como seu amparo na vida daqueles que o amam e o temem é uma convicção irredutível. O salmista Davi nos diz: “Confia os teus cuidados ao Senhor, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado (Sl 55.22)”.

            A providência divina, que é a perfeição divina em que Deus exerce seu santo governo sobre todas as pessoas, seres, coisas e acontecimentos. E é por meio dessa santa providência que Ele nos garante que estará conosco. Sua presença afiança a paz e a tranquilidade as nossas almas e corações. É Ele que nos guarda e nos protege. O intento maligno daqueles que se levantarem contra nós, há de ser frustrado pela bondade do Deus Todo-Poderoso.

            Todavia é importante observar, que Sua proteção está disposta condicionalmente a nossa obediência a Ele. No texto acima Deus consola o apóstolo Paulo, ante as ameaças de morte dos judeus, que residiam na cidade grega de Corinto. Paulo deveria descansar em Deus, quanto a sua integridade física, pois o Senhor o guardaria, para que ele pudesse anunciar as grandezas de Deus, na pessoa santa e bendita de Jesus, o Messias esperado.

            Havia uma obra do Deus Eterno a ser concluída naquela cidade e ninguém poderia detê-la. Assim, o apóstolo deveria simplesmente gastar suas energias em como evangelizar aquele povo, pois enquanto o servo trabalhava, o Criador guardava e preservava sua vida. Na obediência ao Senhor estaria à bênção do cuidado e da manutenção da vida.

            Agora pense! Quantas vidas podem ser alcançadas para o Criador! Quantas famílias podem ser restauradas pelo Salvador! Quantas pessoas podem ser libertas por Deus! Quantas almas vão habitar na glória com o Senhor! Que alegria, que satisfação, uma vez que Ele nos concede o privilégio de participar do seu Santo e Eterno propósito!!!

            O Deus que guardou Paulo, também nos guarda. Ele espera que tenhamos a mesma disposição do Seu servo, que Lhe obedeçamos, que Lhe entreguemos nossos temores e descansemos nosso coração e aliviemos nossas almas, pois Ele nos protege e nos guarda.

           Louvado seja o Senhor, hoje e sempre, amém.

            Rev. Eugênio Honfi

terça-feira, 24 de abril de 2018

CONVITE DA GRAÇA




O Convite da Graça!!!



“Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tende dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.” Isaías 55.1.



            Há inúmeras razões para recebermos um convite. Aniversário, batizado, casamento, justiça, lazer, refeição, sepultamento, entre outros. A motivação pode ser de alegria, de júbilo e de realizações, mas também de angustia, de tristeza e de pesar. Não se pode esquecer que existem convites para o bem e para o mal.

            É importante lembrar que o convite denota a estima, por parte de quem o faz. É uma oferta selecionada e direcionada. Demonstra que aos olhos de nosso cicerone, a nossa presença é importante. E ao responder afirmativamente sinalizarmos, que não é uma via de mão única, mas de mão dupla, ou seja, ratifica que o sentimento também é recíproco. Que estarmos lado a lado produz uma gama de boas emoções, que nos propicia esfuziante júbilo, satisfação, paz, entre tantos.

            Todavia, há um convite que se destaca dos demais. Não é uma solicitação qualquer, se trata do maior, melhor e mais esperado acontecimento da terra. Não são todas as pessoas, que estarão presentes a esse singular evento. Mas apenas os que receberam o chamado e não o desprezaram, pois atenderam positivamente a ele. Estarão nas posições de destaque comodamente assentados nas aquilatadas poltronas. Terão o ângulo perfeito que lhe proporcionará a melhor visão. O tratamento há de ser não só elevado, mas superior a todo e qualquer vip, não em razão dos convidados em si, mas por causa d’Aquele que nos convida.

            Aquele que nos convida é o Único e Verdadeiro Deus; O Criador, Mantenedor e Sustentador de tudo quanto existe; A fonte eterna de amor, bondade, graça, misericórdia e paz; Rei sobre reis e Senhor sobre Senhores; Primeiro e Último; Santo, Justo e Perfeito; Que Era, que É e que há de Vir. Ele é a razão da nossa vida. Por isso seu convite é superior, especial e incomparável. Deus manifesta sua alegria em ter um relacionamento conosco. Todavia nessa relação, os privilegiados somos nós. Os benefícios e as vantagens nos são disponibilizadas, pelo Eterno Deus. Bastando apenas sinalizar afirmativamente a seu chamamento.

            Diante do maior e melhor convite: Qual será a sua resposta? Não! Talvez! Sim! É importante refletir, não só, sobre sua resposta, mas também, sobre os desdobramentos da mesma. Pois em cada uma dessas, implica em uma sequenciada cadeia de eventos, que por nossa limitação e incapacidade de apreender em toda sua extensão, consequentemente nos conduz somente a pessoa de Deus, que em sua onipotência, não só sabe, mas determinou o destino futuro de toda criação.

            Logo, suplique humildemente que Deus lhe abra os olhos, destape os ouvidos, aqueça seu coração, ilumine sua mente e incline sua vontade, para que em esfuziante alegria e contentamento, você responda positivamente ao convite da graça. E assim, desfrute de todos os muitos benefícios que o Senhor tem derramado para com todos aqueles que consideram seu gracioso chamado a desfrutar de Sua graça.

            Honra, glória e louvor ao Senhor.
Rev. Eugênio Honfi.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

ALÉM DA FELICIDADE!!!





“Bem-aventurados... Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.” Mateus 5.3a, 7.28-29.

            Você já parou para observar que todo ser humano tem sua trajetória de vida voltada ao esforço desenfreado de encontrar a felicidade! Quando digo todo, me refiro a totalidade do gênero humano, inclusive você e eu! Portanto, todos nós estamos vivendo em busca da felicidade. Vejamos:
            Todos nós temos: anseios, sonhos, desejos, vontades, entre outros, que agem como motivações, impulsionando nossas ponderações, escolhas e atitudes. Assim, quando tomamos qualquer decisão é porque anteriormente nos cercamos de balizadores que atestam empiricamente, qual haveria de ser, o melhor trajeto a seguir rumo à felicidade. Matrimônio, filhos, graduações acadêmicas, aquisição de bens móveis e imóveis, viagens entre tantas outras se constituem em sinônimos, para aquilo que convencionamos denominar de felicidade.
            Entretanto a Escritura nos alerta, que a causa de nossa infelicidade somos nós mesmos, pois procuramos a felicidade, arraigados em nosso próprio egoísmo, A Bíblia afirma: “Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17). O homem natural não busca o Reino de Deus, antes se faz de centro, de referencial, onde todas as coisas devem girar em torno de si. O que importa é a sua vontade e são os seus gostos. É uma busca continuamente insaciável, pois absolutamente nada trará completude ao homem, a não ser a presença do Criador em sua vida.
            É arriscado desviar o foco. Porque não são as bênçãos de Deus, mas o próprio Deus, Aquele que preenche o interior e traz satisfação, alegria, paz e felicidade ao coração humano. É o que Ele é e não o Ele faz. Nesse caso, para encontrar a felicidade, devemos nos esmerar por encontrar o Reino de Deus. Entretanto, precisamos relembrar, que Jesus Cristo em sua encarnação não só nos anunciou, ensinou e conduziu, mas revelou que o Reino de Deus, foi instaurado por Ele: “Assim como meu Pai me confiou um reino, eu vo-lo confio” (Lucas 22.29).
            Esse reino, que o Messias nos confiou, não se localiza distante, ou além de nós, e sim entre nós, ao alcance de todos, mediante a comunhão com Ele, uma vez que a verdadeira felicidade é fruto do relacionamento autêntico, vívido e eficaz com Deus. O evangelista Lucas registra a asseveração de Jesus, quanto a essa compreensão: “Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós” (Lucas 17.20-21).
            Logo, para obter a felicidade além de nossas expectativas. Devemos com toda simplicidade e inteireza de coração buscarmos a Deus e o seu reino, na certeza que tudo aquilo, que nos é necessário será acrescentado, pelo SENHOR (Mateus 6.33). Ainda, que sem Ele, nada poderemos realizar (João 15.5), e, por fim, que é Ele a fonte da nossa alegria (Salmo 43.4).
            “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lucas 2.14).
Rev. Eugênio Honfi.


terça-feira, 12 de abril de 2016

SEGUINDO O MESTRE





“No dia imediato, resolveu Jesus partir para a Galileia e encontrou a Filipe, a quem disse: Segue-me.” João 1.43.

            O chamado de Jesus a Filipe, Pedro, João, Tiago, Paulo e tantos outros discípulos, assim como a cada um de nós, implica em uma série de desdobramentos e reflexões. O chamado de Jesus para nós está envolto, em inúmeros benefícios e responsabilidades, isto é, em receber e também em ofertar. O convite para segui-Lo provoca direitos e deveres.
            Inicialmente quando observamos o convite feito por Cristo podemos verificar que é direcionado a todas as pessoas sem distinção. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Todavia, nem todas as pessoas estão dispostas a receber com alegria ao apelo do Mestre ou a prontamente atende-Lo, colocando de lado seus próprios interesses para obedecer-Lhe. Pois condescender ao chamamento é um ato livre da vontade. Que devido os nossos delitos e pecados somos aprisionados e impedidos de responder positivamente ao gracioso, bondoso e amoroso apelo do Deus Eterno.
            Aqueles que confirmam afirmativamente a Cristo, não podem, nem devem se vangloriar, pois não é fruto de sua própria sabedoria, desejo ou vontade, pois estão mortos, e os mortos não executam absolutamente nada. Assim, para desejar aquilo que é bom, verdadeiro e espiritual, só ocorre quando primeiramente são vivificados. É necessário primeiro voltar à vida, pois só os vivos agem, se movem, estão em atividade. Destarte há uma intervenção divina, trazendo de volta vida. É como assevera a Escritura: O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz subir” (1Sm 2.6); “O Espírito de Deus me fez, e o sopro do Todo Poderoso me dá vida (Jó 33.4); “Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos (Mt 22.32b).
            Logo, quando aceitamos ao convite de Cristo é porque, na verdade, Ele nos aceitou primeiro “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros...” (Jo 15.16ª); “Nós amamos porque ele nos amor primeiro (1Jo 4.19). A nossa escolha é o reflexo da escolha divina a nosso respeito. Por isso devemos aquietar nosso coração, pacificar nossa alma, pois a boa obra que o SENHOR iniciou em nós, Ele vai completa-la até o seu final.
            Portanto, o SENHOR que nos chama, também é responsável por nos vivificar, para que possamos respondê-lo afirmativamente. Assim como foi com Natanael, também acontece conosco. “Então, exclamou Natanael: Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!” (Jo 1.49). Que cada um de nós, diante do convite de Jesus, respondamos: “Senhor, eis-me aqui!” (Is 6.8).
            Que Deus a cada momento nos vivifique e nos restaure n’Ele e para Ele. Ao Senhor glória, louvor e exaltação.
Rev. Eugênio Honfi.