segunda-feira, 4 de abril de 2016

ONDE ENCONTRAR A VERDADEIRA SATISFAÇÃO?





“Por que gastais o dinheiro naquilo que não e pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? ... Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá...” Is 55.02-03

            A vida pode ser comparada a uma eterna busca. Toda a humanidade coletivamente, assim como cada pessoa individualmente, está empenhado, engajado, envolvido na peregrinação de encontrar algo, quer seja pessoa, quer seja coisa, que lhe forneça um sentido a vida, uma causa por que lutar, uma razão a sua existência, ou seja, a motivação que encha a alma de satisfação. E consequentemente surge a pergunta: Onde encontrar a verdadeira satisfação?
            Existem aqueles que conjecturam que a satisfação pode ser alcançada através do vil metal. São aqueles que muito mais do que pensar, defendem que o dinheiro é sim, responsável por trazer felicidade. Que a felicidade está alicerçada na aquisição de objetos, no conforto da comodidade, na beleza dos adornos, no aparelhamento dos artefatos, no incremento tecnológico. Ou na obtenção da amizade, do amor, da lealdade, enfim, no poder do dinheiro, que compra as pessoas, pois “cada um tem o seu preço”, pensam. Contudo, mais adiante descobrem, não só, que estavam enganadas, como permanecem largamente vazias.
            Por outro lado, também há aqueles que presumem que a satisfação está atrelada ao trabalho. “Querer, poder e conseguir” e é por meio dessa, já não, tão moderna tríade, que suas vidas são norteadas. Baseados no antigo brocardo romano: “vim, vi e venci”, em língua portuguesa: “vim, vi e venci”. Demonstram que sua confiança está na coragem de seus próprios braços, no entusiasmo de suas próprias forças, na capacidade de suas ideias, na esperteza de suas astúcias. São esses que confiados tão somente em si próprios, se empantufam de seus egos, se abarrotam de si mesmos. Que tem seus olhos voltados apenas para suas vontades.
            Percebe-se que tanto um grupo, quanto o outro, agem como crianças mimadas, arrogantes, presunçosas, plenas de vaidade e malícia. Pois aquilo que possuem ou o são não satisfaz. E mais uma vez ecoa a indagação inicial: Onde encontrar a verdadeira satisfação? Onde encontrar: paz, amor, consolo, conforto, fortalecimento... plena satisfação? Certamente a problemática não é necessariamente o não procurar, até porque essa tem sido constante, persistente e incansável, todavia a mesma tem ocorrido nos lugares, coisas, pessoas erradas. O que resulta em uma terrível, mórbida e agonizante frustração infernal.
            Não devemos ficar atônitos, pois no registo do profeta Isaías, ao que Deus nos diz em Sua Palavra: “Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá.” Devemos prestar a devida a atenção ao que o Deus Eterno fala, todavia muito mais que simplesmente ouvir, deve-se ponderar, refletir, meditar, isto é, precisamos constantemente reavaliar nossa alma, sonhos, anseios, desejos, procedimentos, necessidades, realizações e vida, segundo a revelação normativa de Deus, que é a Sua Santa e Bendita Palavra.
            Porquanto é na Bíblia, que Deus se revela como o Eterno, Bom, Santo, Justo e Misericordioso; Criador e Mantenedor de tudo quanto existe. Se não, vejamos:
“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29.13);
“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mt 11.29);
O SENHOR sustém os que vacilam e apruma todos os prostrados. Em ti esperam os olhos de todos, e tu, a seu tempo, lhes dás o alimento. Abres a mão e satisfazes de benevolência a todo vivente. (145.14-16)
            Seja O Senhor, Aquele que nos conceda a verdadeira e plena satisfação. Honra, Glória e Louvor a Deus.
Rev. Eugênio Honfi.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Cristo nosso único Sacerdote





Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Hb 4.15

            A identificação do Messias com seu povo foi algo extraordinário, pois ao encarnar, Jesus, não apenas adquiriu a natureza humana, como também, estabeleceu vinculo indissolúvel com seu povo. Uma vez que tanto a primeira aliança, das obras, quanto a segunda, da graça, são pactos federativos.
            Quando o autor da carta aos hebreus descreve o tríplice ofício de Cristo (Rei, Profeta e Sacerdote), ele assevera que Jesus continua a desenvolver esse mister sobre o Seu povo. Era dever do sumo sacerdote interceder pelo povo a Deus. O ministério da linhagem de Arão era estar constantemente em súplica pelo perdão divino, continuamente em oferecimento dos sacrifícios para aplacar a ira santa e justa do Criador e em representar um tipo de Cristo, assim como parte de sua obra soteriológica. Como nosso Sumo Sacerdote, Cristo se compadece de nossas fraquezas; foi tentado, assim como nós, em todas as coisas, e, por fim, permaneceu santo, sem pecado.
            Ao encarnar-se, Jesus assume não só, a condição de representante legal, pois pertence à linhagem adâmica, como também todas as consequências dessa unidade federativa a raça humana. Ele, enquanto homem estará debaixo das mesmas leis que regem a natureza e o cosmos; sofrerá circunstancialmente das mesmas necessidades; padecerá os mesmos males que afligem a humanidade; e partilhará das mesmas fraquezas. Ele nos entende de forma plena e perfeita, pois enfrentou os mesmos embates, que hoje passamos.
            Essa identificação com o gênero humano, também ocorre no que tange as nossas fraquezas. Uma vez que, Jesus apesar de nunca ter perdido sua natureza divina, assumiu sobre si nossa natureza humana. Ele não tinha pecado, mas se fez pecado em nosso lugar. Portanto presenciou inúmeras ações de vaidade, arrogância, presunção, egoísmo, mas também de medo, ansiedade, ódio, cobiça, enfim dos frutos da natureza caída, que herdamos de nossos primeiros pais, Adão e Eva, por sua desobediência ao degustar do sabor do pecado. De onde todos nós descendemos e nos filiamos em sua maldade. Cristo conhece as inerentes fraquezas humanas.
            Consequentemente experimentou toda sorte de tentações, todavia não pecou e jamais poderia ter pecado, pois era, é, e eternamente será Santo, Perfeito e Imaculado. Cristo foi exposto as mais variadas tentações e sofreu imensamente em decorrência dessa vil exibição do poder do pecado. Porém permaneceu firme em santidade, sem inclinar-se aos desejos pecaminosos, que dominam aqueles, que foram laçados pelas perdições da desobediência. A identificação foi exata, perfeita, plena, total. Razão pela qual Ele, e somente Ele, pode ser nosso substituto.
            Mas há uma diferença, uma grande diferença. Essa diferença é do tamanho de Deus. Essa diferença é uma santa diferença. Consequentemente apenas Jesus, preenche os pré-requisitos para ser o nosso Único Sacerdote. Assim, nos acheguemos Aquele que nos conhece, que enfrentou as mesmas lutas que nós, que se identificou plenamente com cada um. Com aquele que VENCEU TODAS FRAQUEZAS E TENTAÇÕES. Pois é n’Ele que também vamos encontrar a NOSSA VITÓRIA.
Glória somente a Deus.
Rev. Eugênio Honfi.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

O significado de ser Mãe!!!





“Faz que a mulher estéril viva em família e seja alegre mãe de filhos. Aleluia!” Salmo 113.9

            Já disse o poeta Coelho Neto: “Ser mãe é padecer no paraíso”. Essa afirmativa hoje, parecer sem completamente sem sentido, inicialmente, porque as pessoas em sua grande maioria, não estão preocupadas com o sentido escatológico de paraíso, o lugar onde vamos habitar na eternidade, digo aquele que creem em Cristo, como, único e suficiente, Senhor e Salvador. Depois, porque as pessoas que compõe o gênero feminino estão se distanciando do ser mulher, e, sobretudo da bênção concedida por Deus: a maternidade.
            Vejamos o que a Sagrada Escritura nos diz, sobre o ser mãe, com base no exemplo das santas e piedosas mulheres:
            Eva, o privilégio de ser não só a primeira mãe, mas também a mãe da raça humana (Gn. 3.20);
            Joquebede, a mãe que ao lançar seu filho sobre as aguas do rio Nilo, demonstrou crer na providencia divina (Êx. 2.8);
            Débora, que se dispôs nas mãos do Justo Deus, para ser mãe sobre sua nação (Jz. 5.7);
            Ana, que creu que poder do Senhor, e que Ele por não rejeitar a corações contritos e quebrantados, deu-lhe um filho, e ela, o devolveu ao Senhor (1 Sm 2.19);
            Da mulher anônima, que em face da ordem do rei de dividir a criança ao meio, abriu mão da guarda de seu filho, para que permanecesse vivo, ainda que sob a tutela de outra mulher (1 Rs. 3.27);
            A Mulher Siro-fenícia e seu exemplo de humildade ao suplicar pelas migalhas da graça divina em favor de sua filha (Mc. 7.28);
            Isabel, cuja alegria advinha da bênção de ser mãe (Lc 1.24);
            Maria, que foi veículo nas mãos de Deus para o cumprimento da profecia messiânica (Lc. 1.38);
            A sogra de Pedro, que ao ser curada de uma alta febre, em vez de ir descansar, pelo contrário, logo em seguida passou a servi-los (Lc. 4.39);
            A viúva da cidade de Nain, que teve a dor da morte de seu filho mudada pela intervenção divina, ao restituir a vida de seu filho (Lc 7.15);
            Eunice e Loide, mãe e avó respectivamente de Timóteo, que lhe transmitiram a fé verdadeira, operosa, sem fingimento (2 Tm 1.5).
            Ao resgatar a riqueza de tantos exemplos, só nos resta suplicar a misericórdia de Deus sobre cada mulher, a fim de que, o verdadeiro e genuíno amor do Senhor inunde o coração e a alma de cada mãe, e assim, todas essas, e uma a uma, se coloquem debaixo da direção do Santo Espírito e sejam plenamente tudo aquilo, que o Eterno Soberano as destinou, antes da fundação do mundo, sejam simples e singelamente MÃES.
            Que Deus as abençoe e nos abençoe também, em Cristo Jesus.

Rev. Eugênio Honfi

quinta-feira, 30 de abril de 2015

O QUE DIGO!!!






“Quando, pois, vos levarem e vos entregarem, não vos preocupeis com o que haveis de dizer, mas o que vos for concedido naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo.” Mc. 13.11.

            Há tanto murmúrio, praguejo, lamento. Tantas vozes que se desdobram, uns se apressam a dar notícias ruins, outros prognosticam funestamente, ainda há aqueles que em seus pronunciamentos ácidos e mórbidos se engolfam nas misérias alheias. Não há nada que acarrete tantas falas em nossos dias como as futilidades das personalidades, as trivialidades dos acontecimentos e as fugacidades das tecnologias.
            As multidões angustiadas falam, ainda que sem perceber, sobre o vazio da alma. O discurso relativo à necessidade de ter, para sentir-se bem. Do possuir, a fim de justificar suas relações de poder sobre coisas e/ou pessoas. Da manipulação através de chantagens emocionais, que não passam de clichês amarrotados pelo tempo. Suas vidas são sublimadas pelas futilidades, daqueles que prevalecem na empresa midiática do emblemático conto de fadas, “... e viveram felizes para sempre”. Demonstrado na explosão de audiência dos inúmeros reality shows existentes onde as falas são vazias, os discursos fúteis e os debates são chulos.
            Não surpreende que a cobertura dada aos fatos ocorridos, seja direcionado as trivialidades da presente geração. Acontecimentos que alimentam a carnalidade, dilaceram a alma e atentam contra a racionalidade e personalidade humanas. A título de exemplo, pode-se notar o homem moderno, pois esse, a cada dia em que fala menos sobre Deus, acha ele, que desvendará as vicissitudes de sua existência. Entretanto, esse entendimento não passa de falácia, construção filosófica barata, um discurso inverídico. Pois as banalidades com muitos sonham, desejam, planejam, se esforçam por alcançar, os afastam do Criador. Assim como se condenam com a própria fala. Um vez que pedem o que desejam seus corações apodrecidos pela luxuriante necessidade de pecar.
            A vida moderna e suas comodidades também contribuem e muito, para a tessitura desse enredo. O contínuo desenvolvimento da tecnologia trouxe e continua trazendo inúmeras melhorias a vida cotidiana da humanidade. É inegável que com o desenvolvimento tecnológico, a vida foi facilitada em diversos e múltiplos aspectos. Atividades tiveram seu tempo de conclusão abreviado, resultados foram otimizados, desperdícios foram minimizados e como conclusão dessa equação, “sobra tempo!”. E essa sobra de tempo é um sério problema, pois as pessoas ficaram ociosas, e em meio a ociosidade descobriram maneiras de pecar e as tem divulgado, bem como estimulado outros a fazerem o mesmo, e assim como a partilharem suas misérias, onde outros as curtem e se tornam comuns as misérias alheias.
            As conversações de nossos dias, as reivindicações das gerações, as falas das personalidades, os anseios externados pela juventude, os temores e medos que assolam as pessoas e os confusos discursos de nossos líderes tem em comum dúvidas e incertezas quanto ao futuro, mas também, quanto ao presente. Cabe a igreja a responsabilidade de comunicar o Santo evangelho da graça de Deus em Cristo Jesus. Somos nós que detemos esperança, amor, e paz, da parte de Deus. Esperança, que não morre, amor verdadeiro e sacrificial, que não pode ser comensurado e paz perene, ainda que em meio as aflições da vida.
            Diga as pessoas, diga ao mundo e, sobretudo diga a você mesmo: Cristo vive, Ele é o caminho, verdade e vida que nos conduz a esperança, ao amor e a paz. Que o Espírito Santo fale a nós e através de nós para a glória de Deus.
 Rev. Eugênio Honfi