quinta-feira, 9 de abril de 2020

DA MORTE PARA A VIDA




“Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida” (João 5.24).



            A ordem natural todo ser vivente é nascer, crescer, amadurecer, reproduzir, envelhecer e morrer. Todavia há situações que fogem a regra, seres que nascem chegam até a amadurecer e morrem antes de reproduzir ou de envelhecer. Já outros que, nascem e morrem logo em seguida. E aqueles que nem mesmo nasceram, ou que nasceram mortos.

            Por mais que a indústria de cosméticos e o aparato tecnológico avancem com novos produtos e procedimentos rejuvenescedores, com promessas mirabolantes de retardo do envelhecimento, como que elastecendo os anos de alguém. A oferta do elixir da vida eterna permanece sendo um busca frenética e utópica, por algo além das nossas possibilidades. Pois a mais pura verdade é que a ordem da vida continua imperativa nascer e morrer. As pessoas nascem para morrer, ainda que, na maioria das vezes, contra suas vontades. Bem como, só morre quem está vivo. É o ciclo da ordem natural da natureza. Em que todos, absolutamente todos nos encontramos debaixo dessa imperatividade.

            Porém a Bíblia Sagrada, que registra não apenas, a existência de Deus, mas, e também, Suas palavras. A todos informa, que a ordem natural: nascer e morrer – pode ser alterada, através do ordenamento espiritual. O que, nesse caso é invertida, assim tornada em morrer e nascer. Como isso é possível? Ou Isso é realmente possível? Não seria um devaneio ou um desatino da religião, tal afirmativa totalmente contrária aos pressupostos e provas científicas do empirismo racionalista dos nossos dias? Faz-se necessário, entretanto, esclarecer que não é a religião a detentora de capacidade para mudar a ordem das coisas e muito menos das pessoas. Mas Aquele que tudo criou, e, que formou o homem a Sua imagem e a Sua semelhança; que é o Todo Poderoso; que é ilimitado em poder, majestade, sabedoria; que é Perfeito em todos os Seus desígnios. Deus, sim. Ele pode todas as coisas, pois nada lhe é impossível.

            Só o SENHOR pode chamar a vida, aquele que esteve morto. Tanto fisicamente, quanto espiritualmente. As Escrituras asseveram que o salário do pecado é a morte, mas a vida eterna é um presente concedido gratuita e graciosamente por Deus (Rm 6.23). Essa vida que o Criador oferece não é vida no sentido comum do termo, mas VIDA plena e abundante. Vida que vale a pena ser vivida. Vida que é cheia de excelentes expectativas. Vida que não está posta para dentro, mas de dentro para fora. Que pensa, se preocupa e quer o bem dos outros, independentemente de quem seja o outro, ou seja, o outro pode até ser um “inimigo”. A verdade que a vida doada por Deus é uma vida, que não cabe dentro de nós, mas extravasa o nosso limite e inunda outros com a mesma intensidade, na qual, fomos contemplados.

            Entretanto, porém é necessário crer e ouvir a Deus Pai e Seu Filho, para que o Espírito produza em nós a VIDA, essa VIDA, que não acaba com a morte, pois a morte foi vencida, pelo sacrifício da VIDA do Redentor. E assim celebramos a maior dádiva que recebemos da parte do Senhor! Sua VIDA em nossa vida! Ao Deus Triúno: honra, glória e louvor, hoje e sempre. Amém.
Rev. Eugênio Honfi Neto

quarta-feira, 8 de abril de 2020

A VONTADE DE DEUS É A MEDIDA DE TODAS AS COISAS




“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Rm 12.2.


            O “Homem Vitruviano” (1490 d.C.), de Leonardo da Vinci (1452-1519 d.C.), é entendido por muitos, como sendo na pessoa do homem, a medida de todas as coisas. O homem é visto como o centro de tudo quanto existe, ou seja, o centro do universo. Essa falácia é fruto do pensamento caído, do homem dissociado de Deus, do ser humano entregue as suas próprias e inebriantes paixões.
            Nesses dias de tamanha confusão de ideias e de tantas falsas filosofias, a afirmativa de Ambrósio (340-397 d.C.), um dos grandes apologetas do séc. IV, soa como um sério chamamento a que retornemos nosso entendimento, a irrestrita dependência do Senhor. Para tal, faz-se impreterível e urgente, a necessidade de cessar os labores e refletir franca e objetivamente sobre essa máxima, bem como, das suas implicações, para a nossa vida: A vontade de Deus é a medida das coisas.
            Deus é soberano. É soberano, porque não precisa ou depende de absolutamente nada, ou ninguém, a não ser de si mesmo, para ser aquilo que É. Não quem possa oferecer conselhos ao Criador, pelo contrário, é Ele que a tudo comanda e governa, com profunda sapiência, em todos os acontecimentos terrestres e espirituais, pontuais, circunstanciais e cósmicos, em todo o universo Ele faz ecoar sua poderosa voz. Nada ocorre além ou alheio a Sua vontade.
            Sua Onisciência deriva de Sua Soberania e não o contrário. Por ter Ele decretado antes dos tempos eternos, tudo que de ocorrer e consequentemente, toda sucessão de fatos relacionados, e de todos os desdobramentos, conclui-se que os supracitados eventos, não podem ser interpretados, como meras conjecturas de possibilidades, ou fatalidades, antes, como certos e finais, sem, todavia serem confundidos, como ocasionalidades, e sim, como frutos da boa mão d'Aquele que conduz os acontecimentos, com tamanha perfeição, santidade e justiça, para o louvor de Sua glória e para a felicidade do gênero humano.
            Ambrósio ao declarar que é a vontade de Deus e não a nossa, que é a medida das coisas. Está nos convidando a confiarmos na Sua bondosa fidelidade, em repousarmos na sua Santa providência, em nos regalarmos em Sua amorosa misericórdia, em sermos restaurados por sua maravilhosa graça. Portanto, não somos nós, nem vontade, empenho e esforço nosso, ou qualquer outro possível determinante. Mas é em Deus e em sua vontade, que as coisas acontecem, que os fatos ocorrem, que o futuro é descortinado e revelado, por Aquele que o decretou.
            Assim, quando atinamos que é só, e somente só, por essa vontade divina, que o Eterno e Soberano, demonstra Seu favor e cuidado nos mínimos e insignificantes eventos, o que, por conseguinte, nos direciona a refletir diante daquelas que notoriamente são consideradas as imensas e marcantes decisões, quer em nossas vidas, quer na História mundial! Concluímos que: o Altíssimo está sempre presente, e, também, sempre no controle.
            As “coisas” devem ser constantemente medidas, pela vontade de Deus. Vontade essa, que é boa, perfeita e agradável. Procuremos todos nós nos alegramos e nos fortalecermos no Senhor, pois em todas as coisas Ele manifesta Seu poder, vontade, soberania, graça, santidade, justiça e amor.
            Que a medida da vontade divina para nós, seja aquela, única, que satisfaça e exerça plenitude em nossas almas. Glória, honra e louvor a Deus, amém!
Rev. Eugênio Honfi.

terça-feira, 7 de abril de 2020

A FAMÍLIA DA FÉ



“Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família de fé.” Gálatas 6.10.

            Durante o curso de Direito, meus mestres afirmavam que a “família é a célula máter da sociedade”. Por essa afirmativa subentende-se a importância da família na formação da sociedade, e consequentemente, por meio de famílias ajustadas tem-se uma sociedade equilibrada, todavia o oposto, também é verdadeiro, famílias desarmoniosas, formam uma sociedade descompensada.
            O apóstolo Paulo assevera sobre a importância de seguirmos o bom exemplo de Cristo, a partir da compreensão, que a responsabilidade é pessoal. Ou seja, cada um daqueles que foi chamado por Ele e tornado Seu discípulo, deve incondicionalmente atender a esse chamamento, e esforçar-se ao máximo, para que, em toda dedicação, amor e fidelidade atue engajadamente buscando o bem do próximo. Tratando a esse com equidade e imparcialidade, pois conceitualmente o próximo é todo aquele que necessite de nossa atenção, preocupação e ação efetivas, cujo préstimo deve ser realizado sem parcimônia.
            O escritor do livro, debaixo da instrução do Espírito Santo, nos alerta que esse serviço a ser desenvolvido pela Igreja do Senhor, se inicia e permanece envolto a esfera daqueles, que foram trazidos para dentro da aliança, que são beneficiados pelas promessas, mas que, também estão debaixo da autoridade divina. Primariamente a responsabilidade é nossa de ajudar a aliviar o sofrimento daqueles nossos irmãos e irmãs em Cristo, que estão necessitados. Após esse inicial cuidado com a família da fé, aí sim, nos voltaremos para os outros, apesar de não compartilharem da mesma comunhão.
            Devemos encarar como oportunidades concedidas por Deus, para realizar Seus bondosos, santos e perfeitos propósitos. Quando nos dispomos a atender aos outros em suas necessidades, naquilo que é lícito e justo, na verdade estamos evidenciando a ação benfazeja do Deus Triuno, por meio da vivificação da alma por Deus, da nova natureza em Cristo e da restauradora comunhão no Espírito Santo. São benefícios incomparáveis, impagáveis e imerecidos. Assim, tudo que fazemos, devemos fazer em atitude gratidão ao Senhor, pois como temos recebido bênçãos da parte de Deus, sem merecê-las, consequentemente também devemos ofertar aos outros, independentemente de quem sejam, ou do que tenham feito.
            Portanto, tenhamos sempre um coração grato, louvor em nossos lábios diante da graça divina e disposição na alma para ajudar a todos aqueles que necessitam. Que Deus, o Senhor da glória, nos conceda oportunidade de servi-Lo através do mister em benefício do próximo.
            Que Deus seja servido a manter-nos unidos para honra, glória e louvor de Seu santo Nome.
Rev. Eugênio Honfi.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

SANTIFICAÇÃO





“Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo” (Lv. 19:2)



            A santificação é um tema em que infelizmente, muitas pessoas não se afeiçoam, e que de alguma forma até o evitam, quando se evadem do fato de que são santos ou santificados. No entanto, o tema da doutrina da santificação não merece ser desconsiderado, na verdade urge a compreensão precípua de que a temática alusiva à santificação não é nossa inimiga, mas em direção diametralmente oposta, nossa aliada.

            A ortodoxia está para a ortopraxia, tal qual as faces de uma moeda. Uma não sobrevive sem a outra. Assim, não basta ter conhecimento teórico correto acerca dessa importante doutrina, faz-se indubitavelmente condição sine qua non sua prática. A Bíblia nos adverte que a santificação é evidência inexpugnável, no que tange a certeza da salvação. A mesma é resultante da união mística com Cristo. Essa união é estabelecida através da graça e soberania divinas, que se manifestam exteriormente por meio do modus operandi da fé. Como assevera Jesus: “Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto...” (Jo. 15:5).

            A diligente obediência da fé, que por sua vez, não esteja pontual e diretamente subordinada a manifestação reveladora da ação influente do Espírito Santo no caráter do crente, não será melhor do que a “fé de satanás”. Consequentemente há de ser uma fé morta, e, por conseguinte não procede de Deus; nem pode ser confundida, com sendo pertencente ao povo de Deus. A santificação indubitavelmente constitui-se em uma das mais intensas e balizadas evidências do labor que o Espirito Santo desenvolve na vida do crente. A presença da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade no crente é essencial para a salvação dada pelo Triuno Deus. “E se alguém não tem o Espirito Santo, esse tal não é dele” (Rm. 8:9). Quando alguém ao gloriar-se asseverando ser um cristão, e, todavia vive em pecado habitualmente, na realidade engana a si próprio.

            A santidade está exemplificada desde a origem das grandes questões da humanidade, porque conduz ao questionamento sobre a natureza da pessoa humana e da própria divindade, essa discussão têm se ocupado, tradicionalmente, na teologia. Dada à amplitude de análise, apresenta-se o desafio para santidade.

            Os crentes que buscam ter uma vida santa diante de Deus possuem uma segurança diária, por meio da leitura e estudo da Palavra de Deus, da oração, dos sacramentos, da comunhão dos santos, entre outros. Sempre obedecendo ao parâmetro estabelecido por Deus em sua Lei. Quando somos despertados a busca pela santidade, as atitudes denotam um coração que tem o amor de Deus nele.

            Deus ama a pureza, pois sua natureza é santa. Observem, dessa forma, alguns conceitos na vida pratica sobre santificação falando de modo geral, portanto, podemos definir santificação como separação para Deus, imputação de Cristo como nossa santidade, purificação do mau moral, e conformidade com a imagem de Cristo. Entretanto, Uma das razões pelas quais as pessoas de fato falham em se aprofundar na palavra de Deus chegando a negligenciá-la ou ate mesmo evita-las é que a vida que vivem e muito diferente da que conhecem, em todo caso podemos afirma que o seu problema de santificação é da sua natureza humana.

            A obra da livre graça de Deus, pela qual somos renovados em todo o nosso ser, segundo a imagem de Deus, e habilitados a morrer mais e mais para o pecado e a viver para a justiça. É a operação contínua do Espírito Santo, pela qual a santa disposição é concedida na santificação. Glória, honra e louvor a Deus, amém!


Rev. Eugênio Honfi.