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quarta-feira, 8 de julho de 2020
terça-feira, 7 de julho de 2020
CONSULTAI PRIMEIRO O SENHOR!
DEVOCIONAL: PERENE GRAÇA
(07/07/2020)
CONSULTAI
PRIMEIRO O SENHOR!
“Disse
mais Josafá ao rei de Israel: Consultai primeiro a palavra do Senhor.” (1 Reis
22.5).
Acabe, rei de Israel, chamou a Josafá, rei de Judá, para a
formação de uma aliança, contra Ben Adade II, rei da Síria. A Síria era um
inimigo comum dos judeus, tanto ao Reino do Norte, quanto ao Reino do Sul. Assim
parecia ser muito sensato a formação de forças de coalizão para o enfrentamento
de um inimigo comum. Seria a oportunidade tão esperada e ansiosamente aguardada,
a fim de debelar aquela grande, grave e real ameaça!
Talvez você já tenha passado por situações semelhantes! Já
tenha experimentado momentos tão agudos, que ao ouvir as propostas feitas em ocasiões
tão intempestivas, não havia a menor dúvida. Era aceitá-la e ponto final. “É
exatamente disso que eu precisava!” E sem titubear acatou a proposta feita! Como
nós somos precipitados, não é verdade? Essa passagem da Escritura muito tem a nos
ensinar, diante da posição do rei Josafá, de não se deixar encantar com aquilo
que parecia ser uma grande oportunidade, daquelas que não vão acontecer duas
vezes. Como alguém temente ao Senhor, ele decidiu primeiro ouvir a voz de Deus,
primeiro consultar o Rei dos Reis!
Nenhum acontecimento, por maior e mais oportuno, que se
apresente deve ofuscar a glória e a direção de Deus, para as nossas vidas! A
verdadeira oportunidade para nós, vem do Senhor, por meio de Sua santa providência!
Quando o nosso coração está inclinado pelo Senhor e a nossa vida em estreita comunhão
com Ele, passamos a discernir, que nem tudo que parece ser bom, de fato é algo
bom! Josafá antes de toda e qualquer conveniência deseja consultar o Senhor,
ouvir a voz de Deus!
Nós também devemos ansiar por ouvirmos o santo e bendito
conselho do Eterno! Nosso coração deve estar aberto e desejoso a melodiosa voz
do Santo. Escutar o Criador é a garantia de ter a alma pacificada e o coração
fortalecido! É sermos inundados pela abundante graça e purificados dos rebeldes
ruídos, que tentam tenazmente desviar nosso foco, que é o deleite e o
refrigério procedentes da perseverante obediência as Suas ordenanças. Nas palavras
do autor de Provérbios (Pv 9.10), que afirma: “O temor ao Senhor é o princípio
da sabedoria”. Antes de qualquer, e de toda decisão, consulte a Deus! Busque
qual é a direção do Senhor ante seus questionamentos, e acima de tudo, para o correto
direcionamento de sua vida!
Que o Senhor muito lhe abençoe!
Vosso conservo, Rev. Eugênio Honfi.
domingo, 12 de abril de 2020
RENOVANDO O ÂNIMO NO SENHOR!
“Davi ficou muito angustiado, pois o povo falava de
apedrejá-lo, porque todos estavam amargurados, cada um por causa de seus filhos
e suas filhas. Mas Davi se reanimou no Senhor, seu Deus”. 1 Samuel 30:6
O assunto mais comentado nos dias atuais é a pandemia do
corona vírus. Os informes do noticiário não falam de outra coisa, que não seja
o numero de infectados e o das vítimas fatais! Até nos comerciais, quando se
pensa que a tensão será desviada para outras questões, somos novamente
lembrados, pelo caráter de utilidade pública, da necessidade de lavar as mãos
com agua e detergente, bem como da utilização do álcool em gel!
As recomendações das autoridades civis de que se evitem
as aglomerações de pessoas, para que a curva de infectados não cresça de
maneira que leve o sistema de saúde ao coma generalizado. E com isso parece que
a população, por estar resguardado no conforto de seu lar, ou quando da
necessidade de sair, por usar mascará e luvas, se permite pensar e até a
acreditar que está salvo! Que nada ou ninguém pode causar dano! Ledo engano!
Davi e seu exército foram liberados sabiamente pelos
príncipes filisteus, de irem à guerra contra Saul! Pois temeram que durante o
combate, Davi viesse a mudar sua disposição de combate e unindo-se com seus
patrícios judeus e assim se voltasse contra aqueles que eram anteriormente seus
aliados. Assim receberam salvo conduto para retornarem a sua cidade. Nessa
época eles habitavam em Ziclague, localizada no extremo sul das terras
pertencentes à tribo de Judá!
Certamente cheios de boas expectativas e com os corações
plenos de esperanças em rever os familiares, de poderem descansar de tantas
viagens, de verificarem que todos estivessem gozando de perfeita saúde, de
atestarem que os filhos haviam crescido, que seus rebanhos tinham aumentado,
enfim de que tudo estivesse dentro da normalidade da vida, segundo a
perspectiva de entendimento do homem médio! De maneira que cada passo dado em
direção à cidade era como que uma contagem regressiva do tempo, para a
confirmação e alivio desses valorosos combatentes marcados pelos horrores dos
embates!
Todavia enquanto se aproximavam podiam verificar que as
evidências apontavam para um quadro totalmente adverso. A fumaça no céu,
exatamente sobre a localização da cidade, já era um indicativo de que nem tudo
estava como deveria estar! Ao adentrarem os pórticos da cidade constaram que a
cidade havia sido violentamente saqueada pelos amalequitas. Que não se
contentaram em levar os bens, mas também sequestraram as mulheres e as
crianças! É em meio a esse contexto de dor e de incapacidade que Davi faz a
única coisa que ele pode fazer! Chorar até não ter mais forças, para nada! Seu
choro, não é de desabafo, mas de desespero! É expressão de uma alma fortemente
angustiada, que está dentro do poço, afundando no abismo e que reconhece que
não há como escapar! Em outras palavra é o fim! É o terrível indicativo que a
expectativa se esvaiu e com ela o fim das forças, das possibilidades, das
esperanças! Acabou! Game Over!
Se já estava ruim, Davi descobriu que a situação poderia
piorar ainda mais, pois nos diz o registro bíblico, que as pessoas tomaram
pedras para lançar sobre o homem segundo o coração de Deus. Ele envolto, aos
seus próprios problemas, uma vez que, tanto suas esposas, quanto seus filhos,
também estavam contabilizados, como vítimas da violência dos descendentes de
Amaleque. Sofrendo o enfrentamento de um dilema pessoal e sem poder nem ao
menos, desfrutar do direito de prantear, pelos seus entes queridos, pois os habitantes
da cidade já haviam sumariamente lhe responsabilizando como culpado pelo
calamitoso infortúnio de todos e dispostos a sentenciarem-no com a aplicação da
pena capital!
É em meio a esse quadro totalmente adverso, diante de tantos
ferozes revezes pessoais e particulares, como também, atribuídos e coletivos, com
o rosto banhado em lágrimas, com o sentimento de que tudo estava dado por
perdido, onde a esperança já estava sepultada e o fim decretado! Que brota na
alma de Davi o lampejo da graça divina, assim irrompendo todo o catastrófico
quadro e fazendo-o recobrar o ânimo no SENHOR, seu Deus! Perceba a mudança do clímax,
observe atentamente o ápice da narrativa: “...porém Davi se reanimou no SENHOR,
seu Deus” (1Sm 30.6b).
O homem de muitas conquistas se volta para Seu
conquistador! O guerreiro de muitas vitórias se prostra ante O Vencedor! O
futuro rei da nação de Israel contempla aquele que é o Rei sobre os reis da terra,
que está Assentado no alto e sublime trono, pois Seu Reino não deste mundo, mas
é eterno! O pastor de ovelhas é acalentado pelo Pastor das almas! Atine que
tudo mudou quando Davi demoveu seus olhos da linha do horizonte, para contemplar
verticalmente o Altíssimo! Toda tristeza, desanimo e angustia foram lançados
distantes de Davi, quando ele se voltou para o SENHOR!
Certamente muito mais que recobrar o ânimo, Davi recobrou
sua identidade! Muito além de ser revigorado, ele foi restaurado por meio da
esperança da fé! Antes de ser novamente encorajado, ele foi desafiado e se fortalecer
na Rocha! Reanimar-se no SENHOR alude em contemplar Aquele que é perfeito em
todo Seu Ser, assim como são perfeitos todos os Seus desígnios! Implica em submeter-se
Aquele cuja vontade soberana é boa, agradável e perfeita! Direciona ao
aquecimento da alma e ao incendiar do coração, não pelo ciúme, vaidade, arrogância
e presunção, mas são as brasas do Espírito Santo purificando todo o entendimento
e produzindo zelo por tudo que esteja relacionado ao SENHOR!
Agora chegamos a um momento muito interessante, penso que
seja perfeitamente possível e até mesmo viável que você se identifique com
Davi! Afinal já foram tantas lutas vividas! Hoje são tantas desgastantes batalhas
não é verdade! Em casa, como o marido, esposa, filhos, pais! No trabalho, como
o patrão, com o empregado, com os colegas! Nos estudos, com o professor, com o
aluno, com outros estudantes! Em meio a vizinhança! Enfim são tantas e tão
variadas às searas, que o resultado não poderia ser outro: desânimo, angustia e
desesperança! Eu e você necessitamos voltar os olhos para o SENHOR!
É do SENHOR que vem a nossa força e
coragem! Vem do SENHOR a sabedoria e o entendimento! Do SENHOR procedem à graça
e a misericórdia! O Senhor é que tem as chaves da vida e da morte! Tanto a
saúde, quanto a enfermidade são do SENHOR! como assevera o apóstolo Paulo em
sua carta aos romanos: “Porque dele, e
por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre.
Amém!” (Rm 11:36).
Tudo é d’Ele! Pois Ele é o SENHOR!
Portanto, aprendamos a lição e olhemos para o Senhor
Jesus! Não importam os conflitos ou dissabores, olhe para Cristo! Não se enrede
pelas injustiças ou afrontas, contemple o SENHOR!
Que Deus em tudo muito lhe abençoe, em Cristo Jesus,
Senhor da seara.
Vosso conservo, Rev. Eugênio Honfi.
quinta-feira, 9 de abril de 2020
DA MORTE PARA A VIDA
“Em
verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que
me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para
a vida” (João 5.24).
A ordem natural todo ser vivente é nascer, crescer,
amadurecer, reproduzir, envelhecer e morrer. Todavia há situações que fogem a
regra, seres que nascem chegam até a amadurecer e morrem antes de reproduzir ou
de envelhecer. Já outros que, nascem e morrem logo em seguida. E aqueles que
nem mesmo nasceram, ou que nasceram mortos.
Por mais que a indústria de cosméticos e o aparato
tecnológico avancem com novos produtos e procedimentos rejuvenescedores, com
promessas mirabolantes de retardo do envelhecimento, como que elastecendo os
anos de alguém. A oferta do elixir da vida eterna permanece sendo um busca
frenética e utópica, por algo além das nossas possibilidades. Pois a mais pura
verdade é que a ordem da vida continua imperativa nascer e morrer. As pessoas
nascem para morrer, ainda que, na maioria das vezes, contra suas vontades. Bem
como, só morre quem está vivo. É o ciclo da ordem natural da natureza. Em que
todos, absolutamente todos nos encontramos debaixo dessa imperatividade.
Porém a Bíblia Sagrada, que registra não apenas, a
existência de Deus, mas, e também, Suas palavras. A todos informa, que a ordem
natural: nascer e morrer – pode ser alterada, através do ordenamento
espiritual. O que, nesse caso é invertida, assim tornada em morrer e nascer.
Como isso é possível? Ou Isso é realmente possível? Não seria um devaneio ou um
desatino da religião, tal afirmativa totalmente contrária aos pressupostos e
provas científicas do empirismo racionalista dos nossos dias? Faz-se
necessário, entretanto, esclarecer que não é a religião a detentora de
capacidade para mudar a ordem das coisas e muito menos das pessoas. Mas Aquele
que tudo criou, e, que formou o homem a Sua imagem e a Sua semelhança; que é o
Todo Poderoso; que é ilimitado em poder, majestade, sabedoria; que é Perfeito
em todos os Seus desígnios. Deus, sim. Ele pode todas as coisas, pois nada lhe
é impossível.
Só o SENHOR pode chamar a vida, aquele que esteve morto.
Tanto fisicamente, quanto espiritualmente. As Escrituras asseveram que o
salário do pecado é a morte, mas a vida eterna é um presente concedido gratuita
e graciosamente por Deus (Rm 6.23). Essa vida que o Criador oferece não é vida
no sentido comum do termo, mas VIDA plena e abundante. Vida que vale a pena ser
vivida. Vida que é cheia de excelentes expectativas. Vida que não está posta
para dentro, mas de dentro para fora. Que pensa, se preocupa e quer o bem dos
outros, independentemente de quem seja o outro, ou seja, o outro pode até ser
um “inimigo”. A verdade que a vida doada por Deus é uma vida, que não cabe
dentro de nós, mas extravasa o nosso limite e inunda outros com a mesma
intensidade, na qual, fomos contemplados.
Entretanto, porém é necessário crer e ouvir a Deus Pai e
Seu Filho, para que o Espírito produza em nós a VIDA, essa VIDA, que não acaba
com a morte, pois a morte foi vencida, pelo sacrifício da VIDA do Redentor. E
assim celebramos a maior dádiva que recebemos da parte do Senhor! Sua VIDA em
nossa vida! Ao Deus Triúno: honra, glória e louvor, hoje e sempre. Amém.
Rev. Eugênio Honfi Neto
quarta-feira, 8 de abril de 2020
A VONTADE DE DEUS É A MEDIDA DE TODAS AS COISAS
“E
não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação
da vossa mente, para que experimenteis qual seja
a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Rm 12.2.
O “Homem Vitruviano” (1490
d.C.), de Leonardo
da Vinci (1452-1519
d.C.), é entendido
por muitos, como
sendo na pessoa
do homem, a
medida de todas
as coisas. O
homem é visto
como o centro
de tudo quanto
existe, ou seja,
o centro do
universo. Essa falácia
é fruto do
pensamento caído, do
homem dissociado de
Deus, do ser
humano entregue as
suas próprias e
inebriantes paixões.
Nesses dias
de tamanha confusão
de ideias e
de tantas falsas
filosofias, a afirmativa
de Ambrósio (340-397
d.C.), um dos
grandes apologetas do
séc. IV,
soa como um
sério chamamento a
que retornemos nosso
entendimento, a irrestrita dependência do Senhor. Para
tal, faz-se impreterível
e urgente,
a necessidade de
cessar os labores
e refletir franca
e objetivamente sobre
essa máxima, bem
como, das suas
implicações, para a
nossa vida: A
vontade de Deus é
a medida das
coisas.
Deus é soberano. É soberano, porque não precisa ou
depende de absolutamente nada,
ou ninguém, a
não ser de
si mesmo, para
ser aquilo que
É. Não há
quem possa oferecer
conselhos ao Criador, pelo
contrário, é Ele
que a tudo
comanda e governa,
com profunda sapiência,
em todos os
acontecimentos terrestres e
espirituais, pontuais, circunstanciais
e cósmicos, em
todo o universo
Ele faz ecoar
sua poderosa voz.
Nada ocorre além
ou alheio a
Sua vontade.
Sua Onisciência
deriva de Sua
Soberania e não
o contrário. Por
ter Ele decretado
antes dos tempos
eternos, tudo que
há de ocorrer
e consequentemente, toda sucessão
de fatos relacionados,
e de todos
os desdobramentos, conclui-se que
os supracitados eventos,
não podem ser
interpretados, como meras
conjecturas de possibilidades,
ou fatalidades, antes,
como certos e
finais, sem, todavia serem
confundidos, como ocasionalidades,
e sim, como
frutos da boa
mão d'Aquele que
conduz os acontecimentos,
com tamanha perfeição,
santidade e justiça,
para o louvor
de Sua glória
e para a
felicidade do gênero
humano.
Ambrósio ao
declarar que é
a vontade de
Deus e não
a nossa, que
é a medida
das coisas. Está
nos convidando a
confiarmos na Sua
bondosa fidelidade, em
repousarmos na sua
Santa providência, em
nos regalarmos em
Sua amorosa misericórdia,
em sermos restaurados
por sua maravilhosa
graça. Portanto, não
somos nós, nem
vontade, empenho e
esforço nosso, ou
qualquer outro possível
determinante. Mas é
em Deus e
em sua vontade,
que as coisas
acontecem, que os
fatos ocorrem, que
o futuro é
descortinado e revelado,
por Aquele que
o decretou.
Assim, quando
atinamos que é
só, e somente
só, por essa
vontade divina, que
o Eterno e
Soberano, demonstra Seu
favor e cuidado
nos mínimos e
insignificantes eventos, o
que, por conseguinte, nos direciona a refletir
diante daquelas que notoriamente
são consideradas as
imensas e marcantes
decisões, quer em
nossas vidas, quer
na História mundial!
Concluímos que: o
Altíssimo está sempre
presente, e, também,
sempre no controle.
As “coisas”
devem ser constantemente
medidas, pela vontade
de Deus. Vontade
essa, que é
boa, perfeita e
agradável. Procuremos todos
nós nos alegramos
e nos fortalecermos
no Senhor,
pois em todas
as coisas Ele
manifesta Seu poder, vontade,
soberania, graça, santidade,
justiça e amor.
Que a medida da
vontade divina para
nós, seja aquela,
única, que satisfaça
e exerça plenitude
em nossas almas.
Glória, honra e
louvor a Deus,
amém!
Rev. Eugênio Honfi.
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